
A agência de risco Fitch elevou o rating do Brasil para BB de BB-, aproximando-nos do grau de investimento. Nas últimas semanas, tivemos a perspectiva da melhora da nota pela S&P, e agora houve a melhora da nota com perspectiva estável. É possível que o Brasil retorne ao grau de investimento nos próximos anos. Essa melhora recente já estava no radar.
O cenário econômico brasileiro tem sido favorável, com a Bovespa batendo a máxima do ano, acima de 122 mil pontos, o dólar abaixo de R$ 4,80, e os juros futuros cedendo, o que indica otimismo no mercado.
O IPCA-15 de julho apresentou deflação de 0,07%, aumentando as chances de corte na Taxa Selic nos próximos meses. Além disso, outros indicadores, como a difusão e os núcleos, mostraram desaceleração das altas, especialmente nos serviços.
A dívida externa do país está em US$ 334 bilhões, sendo a maior parte dela privada e não pública. O novo arcabouço fiscal deve ser votado em agosto. O Brasil tem apresentado o segundo melhor desempenho entre os mercados emergentes neste ano, perdendo apenas para o México.
A expectativa de inflação no Focus mostra uma perspectiva favorável, com previsões de inflação mais baixa para os próximos anos. A trajetória da Taxa Selic também permanece constante, indicando um ciclo de corte que deve levá-la a 9% no final de 2024.
Em resumo, o cenário atual é bastante propício para ativos de risco. As Bolsas estão em alta, o real está se valorizando, e os juros têm espaço para cair no Brasil.
Fonte: Valor Econômico/ Agosto 2023
